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Lubrificação por névoa de óleo — princípio, falhas e mecanismo de perda no sistema
Causas prováveis
Princípio da lubrificação por névoa — como o óleo se distribui dentro do compressor
Verificar: Princípio: compressores alternativos pequenos, rotativos e alguns scroll não usam bomba de óleo separada — a rotação/movimento do virabrequim atomiza o óleo em gotas finas (névoa) que lubrificam mancais, paredes do cilindro e superfícies do rotor. Os alternativos grandes e os turbo usam bomba de óleo mecânica ou elétrica. Inspeção externa difícil: a névoa se distribui só dentro do compressor — o que se vê no visor é a poça de óleo do cárter, não a névoa. As falhas são diagnosticadas apenas indiretamente (ruído, vibração, corrente, temperatura de descarga).
O que fazer: Sinais de operação normal: ① Temperatura de descarga 60–80°C (boa lubrificação). ② RMS de vibração dentro de ±20% da linha base. ③ Corrente de operação dentro de ±10% do RLA. ④ Ao parar, sem zumbido residual nem ruído de mancal. Registre esses quatro eixos como linha base na semana da instalação no cartão do R-Pro. O padrão mais perigoso em sistemas de névoa é o 'sudden oil starvation' — ao reiniciar, a formação de névoa leva 1–5 s e a fricção se acumula nesse intervalo. Ciclos ON-OFF curtos aceleram o desgaste de mancais.
Perda de óleo para o sistema — mecanismos pelos quais o óleo sai do compressor
Verificar: Vias principais de perda: ① Carry-over normal — o gás de descarga sempre arrasta óleo fino; o separador (70–99% eficiente) recupera a maior parte, o resto fica no sistema. ② Após flooded back — o refrigerante líquido na sucção dilui e separa o óleo → acumula na linha de líquido ou na saída do evaporador. ③ Velocidade insuficiente no montante de sucção — óleo no pé do montante. ④ Migração após paradas longas — as mudanças de temperatura após a parada movem o líquido e arrastam o óleo. Diagnóstico: o nível do visor do compressor cai lentamente sem sinais de vazamento → suspeitar de acúmulo de óleo no sistema.
O que fazer: Ação: ① Pump-down (ver oil-return-recovery) ou subir temporariamente a frequência de operação ao máximo para aumentar a velocidade e recuperar o óleo estagnado. ② Localize o acúmulo — siga sons de fluxo 'molhado' pela sucção/líquido com estetoscópio. Pés de montante e U-traps são suspeitos habituais. ③ Perda crônica — redimensione o montante ou use montante duplo. ④ Para repor óleo, mesmo tipo/viscosidade (POE com POE, mineral com mineral). ⑤ Se suspeitar de falta de óleo em sistemas de névoa, pare de imediato — o desgaste de mancais avança rápido. Depois siga o procedimento de recuperação.
Os sistemas de névoa têm a característica de 'dano rápido na falta de óleo'. Abaixo de 1/4 do nível recomenda-se um intertravamento de operação (sensor eletrônico de nível cabeado ao controlador) — opção padrão em sistemas grandes. Em sistemas pequenos, a inspeção mensal (foto do visor + relato do usuário) é o mecanismo de proteção.
Todos os 565 casos funcionam offline no R-Pro, com códigos de erro de 62 marcas e dados P-T de 108 fluidos.
Abrir R-Pro →Casos relacionados
- Superaquecimento (Superheat) Anormal — Diagnóstico Baixo/Alto
- Oscilação do Superaquecimento (Hunting) — Vibração do TXV
- Não é possível medir o superaquecimento — falha de confiabilidade do manômetro ou do termômetro
- Sub-resfriamento (Subcooling) Anormal — Diagnóstico Baixo/Alto
- Sub-resfriamento Zero — Bolhas Contínuas no Visor de Líquido
- Uso da Tabela PT — Diagnóstico por Conversão Pressão↔Temperatura