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Riscos de misturar tipos de óleo — mineral, POE, PAG, PAO e matriz de compatibilidade por refrigerante
Causas prováveis
Características por tipo de óleo e compatibilidade com refrigerantes
Verificar: Matriz por tipo: ① Mineral (MO) — padrão pré-1990. Compatível com CFC/HCFC (R-22, R-12). Baixa higroscopicidade. NÃO compatível com HFC (R-134a, R-410A; misturar causa separação de fases / lodos). ② Alquilbenzeno (AB) — reforço do mineral e alguns sistemas R-22; é tratado como mineral. ③ POE (poliéster) — padrão para HFC (R-134a, R-404A, R-410A, R-32). Muito higroscópico (absorve umidade em 5–10 min de exposição). Pode misturar 50:50 com mineral, mas não se recomenda em campo. ④ PAG — R-134a automotivo e alguns R-1234yf; quase não se usa em refrigeração residencial. NÃO compatível com POE. ⑤ PAO — alguns sistemas industriais e de amônia; não se usa em refrigeração residencial/comercial. ⑥ R-32, R-454B (glide de nova geração) — só POE ou POE novos; nunca mineral.
O que fazer: Procedimento de verificação: ① Placa do sistema — placa do compressor/sistema com tipo e viscosidade recomendados (p. ex., POE 32 = POE viscosidade ISO 32). ② Manual do compressor — tipo, viscosidade e carga exatos. ③ Pergunte ao cliente sobre o histórico — pode ter havido reposições com outro óleo. ④ Conversão mineral → POE (retrofit) — procedimento à parte (2–3 trocas sucessivas até resíduo mineral <5%). ⑤ Em caso de dúvida, amostre e envie ao laboratório — proporção mineral/POE exata.
Falhas por mistura incorreta + remediação
Verificar: Sinais: ① Mineral + HFC + POE (p. ex., conversão a POE com muito resíduo mineral) — formam-se lodos/cera que entopem o filtro secador e o TXV. Visor turvo com mudança de viscosidade. ② Mineral em POE — separação leitosa, lubrificação POE deteriorada, desgaste de mancais acelerado. ③ Sistema R-22 recarregado por engano com R-410A com mineral residual — o mineral se separa do R-410A e acumula na linha de líquido; baixa eficiência do condensador, falta óleo ao compressor. ④ Desajuste de viscosidade — POE 68 adicionado a POE 32 → mais resistência ao fluxo, pouca formação de névoa. ⑤ Resíduo após ácido/burnout — adicionar óleo novo com resíduos ácidos → o novo óleo oxida rápido.
O que fazer: Ação: ① Lodo/cera — recolha, substitua compressor + filtro secador + filtro tipo acid-burnout, sopre nitrogênio pela linha de líquido e sucção, depois procedimento padrão de vácuo, óleo e carga. ② Mineral misturado em POE — recolha e reponha com POE novo (2–3 vezes até resíduo <5%). ③ Refrigerante/óleo mal atribuídos — recolha tudo, restaure conforme a placa e siga o procedimento padrão. ④ Viscosidade incorreta — recolha e reponha com a viscosidade de placa. ⑤ Acidez residual — aplique a limpeza por burnout de compressor-oil-acid / compressor-not-starting. Após cada ação, opere 1 semana → refaça o teste de acidez + compare fotos do visor → registre nova linha base.
Nunca improvise com o tipo ou a viscosidade — a placa do compressor é a única fonte de verdade. O erro mais comum é repor um sistema de óleo mineral com POE ou PAG errados. Quando se adiciona um óleo diferente, registre com precisão (usuário ou técnico anterior) no cartão do R-Pro — primeira pista para qualquer diagnóstico futuro.
Todos os 565 casos funcionam offline no R-Pro, com códigos de erro de 62 marcas e dados P-T de 108 fluidos.
Abrir R-Pro →Casos relacionados
- Superaquecimento (Superheat) Anormal — Diagnóstico Baixo/Alto
- Oscilação do Superaquecimento (Hunting) — Vibração do TXV
- Não é possível medir o superaquecimento — falha de confiabilidade do manômetro ou do termômetro
- Sub-resfriamento (Subcooling) Anormal — Diagnóstico Baixo/Alto
- Sub-resfriamento Zero — Bolhas Contínuas no Visor de Líquido
- Uso da Tabela PT — Diagnóstico por Conversão Pressão↔Temperatura